Projeto Castle, done.

02 de novembro de 2014 / cult

Castle

Esses dias,  minha cunhada e eu conversávamos sobre assuntos para postar, ou melhor, na falta de assunto. Lembro que comentei com ela que podemos falar sobre qualquer coisa, mas confesso que eu mesma desde que decidi voltar com o blog ainda não tinha me animado a escrever.

Foi então que parei para lembrar como coisas do cotidiano sempre me inspiravam a escrever, detalhes, pessoas, coisas. Tudo sempre foi fonte de inspiração suficiente para divagar alguns parágrafos sobre praticamente qualquer coisa.

De maio pra cá, eu comecei a trazer de volta ao meu cotidiano coisas que eu gosto mas que por alguma coisa eu parei de fazer. Eu estava jogando alguns dvds de backups antigos, revisando-os, e encontrei uma imagem de post que nunca foi ao blog. “Projeto Férias”.

Fiz muitas coisas legais de 2011 pra cá, mas aquela lista praticamente ficou para trás. Eu nunca li o livro, não terminei de ver a temporada do seriado, alguns até cancelados foram e até vendi a conta online do game que eu jogava. Foi assim que eu iniciei a maratona de Castle e finalmente venci todo o fim da 5ª e a 6ª e retomei os bons costumes de ler sempre-que-possível.

Hello again

15 de outubro de 2014 / blog


Tantas coisas aconteceram nestes últimos anos que o blog acabou se tornando uma atividade secundária até que simplesmente passou a não fazer mais parte do meu cotidiano. Embora eu sempre estivesse com o servidor online, um layout bonitinho, sempre escrevia textos que não postava, por falta de tempo ou vergonha. Com o tempo o blog foi deixando saudades. Sentia um aperto, uma certa tristeza sempre que eu lembrava como era bom compartilhar ideias, bobagens e coisas do cotidiano neste blog ou o quanto eu me identificava com ele.
Foi com este sentimento que eu decidi voltar, e com grande pesar eu percebi que meus posts haviam sido apagados no dia seguinte ao que eu me programei para fazer backup.
Com sorte eu tinha o app do WordPress na minha tablet e antes de ligar o wi-fi dela novamente, eu pude salvar vários dos últimos posts, mas todo o resto se foi. As histórias, fanfictions, as crônicas.

Então, o Dangerous Mind está de volta. De mansinho, sem frescura.

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Bota fora

07 de janeiro de 2013 / blog

Acabei faltando a festa de fim de ano no local onde trabalho, mas antes de entrarmos em recesso tivemos uma festinha chamada “bota-fora”. Sai de lá pensativa sobre coisas que eu tinha vontade, de fato, de jogar fora, para bem longe da minha vida.

Nunca fui de dizer que o ano novo significa um recomeço. Não vejo os anos como um círculo, mas como uma espiral, na qual estamos sempre subindo. Sendo assim, eu espero que as coisas que eu estou desejando – e que vou correr atrás neste ano – deem certo nos seus devidos prazos. Que minhas aflições e medos tenham sido apagados, que eu seja confiante e perseverante. Que eu não me deixe abater pelos obstáculos, mas que acima de tudo, que eu leve a vida com bom-humor, alegre e aproveitando muito!

 

Espero que esse novo período na vida de vocês, esse novo “elo” da espiral, seja de muitas realizações. 2013 promete. (:

 

[retirado de arquivo]

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espera.

06 de dezembro de 2012 / blog

wearetherhoads.com

Annie caminhava lentamente pelo corredor. Algumas pessoas acompanhavam seus passos mas ela julgava que era pela quantidade de bolsas que elas carregavam, o que as faziam mais lentas. Uma por uma, elas se agrupavam nos pontos de partida, formando uma fila desordenada.

Esperando de pé, encostada no portão de desembarque, Annie esperou sozinha por um bom tempo, até que alguns poucos se juntaram a ela, em uma espera muda. Enquanto tentava se concentrar na música de seu mp4, na tentativa inútil de não ver o tempo passar, Annie avistada os grupos se despedindo do outro lado. Entre eles um grupo de amigos jovens, apertando as mãos, um grupo de senhoras, aparentemente amigas de longa data cujo destino não deixou que o tempo e a distância as separassem e um casal. A mulher, última a entrar no ônibus, abraçou e beijou mais uma vez o homem e afagou o labrador que ele tinha ao lado e adentrou o ônibus. Eles esperaram o ônibus seguir até a estrada, até decidir que ela já estava longe o suficiente para vê-los quando viraram e refizeram seu caminho até o carro. Annie tentou apagar a cena de sua mente cuidando atentamente cada janela dos ônibus que chegavam, sem ver de fato de onde eles vinham. Sem ver que o tempo estava mudando sua roupagem, preparando-se para uma noite levemente chuvosa.

Pelo horário, pela identificação, Annie decidiu que aquele deveria ser o seu ônibus. Para sua ansiedade, ele demorou a descer e ela, ao vê-lo, inquieta no próprio lugar, não correu em sua direção. Esperou-o no mesmo lugar, com os braços em volta ao corpo, retraída.

“Hey, oi.”

Ele a abraçou seguindo para um beijo, mas Annie foi a primeira a recuar. Queria olhar em seus olhos castanhos, queria ter certeza que tudo que ele havia lhe dito era verdade. Ele respondeu feliz a noticia. Seguindo para o carro ele contou detalhes. Mas Annie não estava realmente escutando. Sua mente focava em apenas uma frase. A única que ela queria ouvir durante todo aquele tempo de espera. Que ele estaria ali. Que ele ficaria ali. No carro, enquanto secavam seus rotos, ouvindo a chuva bater delicadamente no carro, Annie desabou em um abraço.

“Eu tinha tanto medo de te perder.” – ela disse.

Ele apertou-a forte, protegendo-a daquele medo. Tentando tranquiliza-la tentando ser brincalhão. Tentando acalma-la.

“Não precisa ficar assim. Eu estou aqui. E eu não vou sair daqui. Não precisa ficar assim.”

“Eu sei. Agora eu sei.”

 

♫ Queen – Love of my Life

 

[retirado de arquivo]